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 Folclore de Guarujá - Dança do Chapéu

  Fonte deste Texto: Giffoni, Maria Amália Corrêa Danças Miúdas do Folclore Paulista -
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Trata-se de dança assim chamada no Guarujá, executada por dançadores residentes na Praia do Tombo, sendo conhecida em outras regiões por Tira-o-Chapéu e Tira-Chapéu. Á vista no litoral norte do Estado de São Paulo, onde foi citada por volta de 1960, em pesquisa que abrangeu Caraguatatuba, São Sebastião, Ilha Bela e Ubatuba.

É encontrada, também, na orla fluminense, de onde conhecemos a versão de Parati e na região litorânea de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Embora haja registro de sua inclusão no Fandango lúdico, assemelhando-se ao Vilão de Bengala, conhecemo-lo com outras características.

A modalidade por nós observada no Guarujá, em 1970, que, segundo alguns instrumentistas presentes na ocasião, se origina de São Sebastião, de onde veio há cinco décadas, aproximadamente, é bastante parecida com a forma vista em Parati, há dez anos. Em ambas as damas trazem chapéu na cabeça quando são cantados os versos "tira o chapéu, etc" ou "toma, tira, etc.", esta peça é retirada e colocada novamente (1).

Os chapéus incorporados a esta manifestação coreográfica, usados apenas pelas damas ou por todos os dançadores, são, ao comando dos versos, retirados e elevados um pouco para o lado e para o alto, e, a seguir, recolocados na cabeça, gesto que se repete várias vezes. A movimentação ritmada e seguidamente feita com o chapéu reveste a coreografia de grande originalidade e lhe atribuiu a feliz denominação Tira-o-Chapéu, circunscrita, às vezes, ao objeto.

Os versos que acompanham a dança variam de um local para outro podendo ser improvisados. O estribilho é obrigatório e serve de comando à gesticulação.
A versão que observamos no Guarujá é bastante graciosa. Inicialmente vê-se a progressão no círculo, único, onde cavalheiro e damas se alternam, o par se defrontando. Elas, no trajeto, volvem-se ora para fora, ora para dentro, enquanto eles caminham normalmente. O par não se toca. Segue-se o estribilho em que as mulheres movimentam os chapéus, enquanto os homens as observam, gingando discretamente nos lugares.

Depois, o par se enlaça, à moda caipira, isto é, ficando o par "meio enviezado" (em diagonal um ao outro), e executa dois giros completos e mais meio, no qual se desloca em direção a outro dançador(a), com quem constituirá novo par. As figuras até agora vistas se repetem, com par contrário. A troca de pares continua até voltarem ao companheiro(a) inicial ou até que os instrumentistas façam cessar a música. O violeiro cantou, acompanhado pelo pandeirista, durante toda a coreografia, sendo que no estribilho, em que a retirada do chapéu foi comandada, os cavalheiros também cantaram.

Vimos, entre as danças do Fandango, relacionadas no litoral norte de São Paulo, referência às danças "Mulatinha, ai, ai" e "Tira-chapéu". Não é improvável que a primeira seja outra denominação dada à segunda, pois encontramos no Chapéu, executado atualmente (1970) no Guarujá e proveniente de São Sebastião, segundo informações, este verso, que faz parte do estribilho: "Tira o chapéu, mulatinha, ai, ai!"

Indumentária
Ver em Caranguejo. Acrescentar no traje das damas o chapéu de palha, de aba não muito larga, com uma fita de tecido colocado entre a copa e a aba.

Acompanhamento
Viola, pandeiro e triângulo.

Número de participantes
6 pares ou à vontade.


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